sexta-feira, agosto 28, 2015

Nas dobras do tempo



















Os meus amigos ficaram burros,
Empobrecidos em meio a nevasca.
Ficaram só
Batendo espelho
Sobre todos os egos.

Escorre por entre seus dedos
A máscara desfeita
O pó dos sonhos e a estrela das eras.

Os meus amigos ficaram burros,
Entregues a monotonia das coisas
Pobres caravelas partidas e abandonadas
Em portos abarrotados de solidão.

Os meus amigos ficaram burros,
Já não sabem mais distinguir
Se é noite, dia ou poesia...
Escrito nas dobras do tempo
Os meus amigos não sabem ler mais nada.


Fabiano Silmes - 01/08/2015 Às 04: 27 AM