sexta-feira, agosto 28, 2015

Nas dobras do tempo



















Os meus amigos ficaram burros,
Empobrecidos em meio a nevasca.
Ficaram só
Batendo espelho
Sobre todos os egos.

Escorre por entre seus dedos
A máscara desfeita
O pó dos sonhos e a estrela das eras.

Os meus amigos ficaram burros,
Entregues a monotonia das coisas
Pobres caravelas partidas e abandonadas
Em portos abarrotados de solidão.

Os meus amigos ficaram burros,
Já não sabem mais distinguir
Se é noite, dia ou poesia...
Escrito nas dobras do tempo
Os meus amigos não sabem ler mais nada.


Fabiano Silmes - 01/08/2015 Às 04: 27 AM

terça-feira, agosto 11, 2015

Prece






O dia começou chuvoso em minha alma...
Quem sabe com o decorrer das horas
Um Sol calmo surja por entre as nuvens
E propicia-me a luz que eu quero e mereço.
(Por enquanto, tudo é noite, é frio, é tempestade,
é préstito de sombras e alegrias desencontradas)
Mas nenhum rumor de pressa ou medo me aflige
Carrego toda coragem pra vencer a intempérie
E escrever no impreciso tempo a minha história
Cheia de tudo que resta dessa esperança baça
Mas que assim mesmo brilha mais do que a chuva
Que molha, invade, inunda mas não me subverte.


Fabiano Silmes