quarta-feira, junho 04, 2014

NAU À DERIVA


Todos juntos no mesmo barco
Papo furado igual a queijo suíço
Cheio de ratos para todos os lados
Devora o espanto o coração na boca
As mãos em declínio de movimentos
No embalar de coisas no mesmo pacote:
- Tudo se torna farinha do mesmo saco.

Fabiano Silmes

MANHÃ (IN)COMPLETA


Dia frio, manhã deserta
Pombos pousados no silêncio 
Dos fios de eletricidade
Calçada vazia de passos 

No interior casa fechada
Um livro aberto sobre o colo
E pelo buraco da fechadura
um mundo de possibilidades
me convidando pra fugir de mim

Fabiano Silmes
/ Carlos Orfeu

PESO MORTO















Tinha sido espancado, violentando e esquecido nos 15 anos em que esteve preso injustamente. Após todos os tormentos do cárcere, nos primeiros instantes em liberdade, Alberto olhou para o céu e disse: deus é grande. Em seguida dois filetes de prata caíram daqueles tristes olhos feridos pela luz.

Fabiano Silmes.