terça-feira, dezembro 11, 2012

O AVARO DESTITUÍDO


               Economizara a vida toda. Então, na velhice quando finalmente decidira gastar o que acumulara. O coração cansado de privações e desejos não cumpridos, subitamente, parou de bater no peito. Mal o corpo do velho descera à sepultura, os filhos - que sempre viveram à dieta do não - quando puseram as mãos na herança, como forma de homenagear a memória do pai, gastaram até o último centavo fazendo tudo àquilo que ele não fez.

Fabiano Silmes

2 comentários:

Lu Rosário disse...

É por isso que digo que devemos viver a vida, pois do contrário é nisso que resulta!

Beijos.

F. Reoli disse...

Cara, você só vem mostrar que com poucas palavras é possivel un nocaute. Aliás, bons jabs, os teus. Tiro curto. Sou fã.