domingo, setembro 16, 2012

Bashô a Rã











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Silencioso lago
Nenhum barulho
De repente: Ploc!
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A rã de Bashô
Se der mole
Vai pro prato
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Pula a rã na água
Na beira da lagoa
Engulo os sapos.
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Água fria da lagoa
Rã saltando muda
Silêncio percorrido

Fabiano Silmes

2 comentários:

Lu Rosário disse...

Há uma sequência entre os tercetos e uma serenidade também os percorre.

Pena que não sei o que é Bashô...


Carlos Orfeu disse...

Bela lembrança do poeta Bashô, com seu toque de originalidade
viajei entre estas letras e o salto
da rã

VOA CISNE
MINA ALMA
É UMA LAGOA(Carlos Orfeu)