sexta-feira, agosto 10, 2012

Contra luz e sombras


Quero o mundo sem diferenças.
Quero um mundo sem religião
Ou que a religião traga união
Em vez de medo, dor e morte.

Quero ver os soldados livres
De suas artilharias e trajetórias
Quero o silêncio final ao medo
Imposto na cidade invadida.

Quero o riso claro da criança
Em vez desse olhar desolado
Por sobre as coisas destruídas.

(Em cada momento sem luz)

Eu quero que a minha poesia
Não seja apenas algo escrito
Mas que ela seja como tochas

Que iluminem todas as pessoas
Que correm, no coração da noite:
Tristes e caladas, vivas sem viver

E que as aqueçam e as envolvam
Com todo o sentido das palavras.

Fabiano Silmes

2 comentários:

Lu Rosário disse...

Eu também quero esse mundo cheio de lirismo.

Beijos.

helenecamille disse...

Caramba Fabiano. Essa é paulera.