segunda-feira, julho 23, 2012

O último ato






Era uma tarde
Era uma tarde fria
O espírito do ódio
Me invadia
Atormentado pelo erro
Que cometi um dia
Alimentando a depressão
Que me mataria
Foi numa tarde
Numa tarde fria
Tinha tempo pra sonhar
Mas eu não queria
Tinha saudades p/ matar
Mas não consegui
Tudo se perdeu
No instante em que parti

Amanhã quando o sol
Anunciar minha ausência
Imaginava o seu choro
Ao me ver partindo
Hoje é o inverso
Eu te vejo sorrindo
Distante e triste
Durante a tarde fria

Amanhã quando o sol
Anunciar minha ausência
Ao me ver partindo
Eu te vejo sorrindo
Distante e triste
Vazia tarde fria

Queria ver seus olhos
Ao saber da noticia
Que alguém que te amou
E esteve ao seu lado
Se foi para sempre
Sem te dar um abraço
Última tarde
Uma tarde fria
Acordei de um sonho
Que era real
Abandonei minha carcaça
E o meu funeral
Ali nada mais
De mim existia
Tornei-me a brisa
Daquela tarde cinza

Amanhã quando o sol
Anunciar minha ausência
Rasgue nossas fotos
Com os rostos felizes
Propaganda desbotada
Pelas ruas vazias
Queime as lembranças
Daquela tarde fria

Amanhã quando o sol
Anunciar minha ausência
Com os rostos felizes
Pelas ruas vazias
Queime as lembranças
Daquela tarde fria


by 7o0741 e Luana

2 comentários:

Carlos Orfeu disse...

Caro amigo, este poema
o saúdo na solidão
com om trago do cigarro
os ventos frios da cidade
na nostálgia cheirando diesel
o saúdo do último copo de vinho
da última garrafa
este belo poema que me embriaga
mas que qualquer gole de cachaça.

Lu Rosário disse...

Que triste, hein?
Parece canção com melodia fúnebre..

..Beijos.