sábado, março 03, 2012

Testemunhas de um massacre assistido

Às vítimas de Asma al-Assad

Na cidade bombardeada
Um menino mutilado acena

A cena não é resgistrada:
Os jornais estão cegos e calados...

Mesmo sem braços e vida o menino
Acena insistentimente sob os escombros

Mas todo mundo está cocupado
Com as resoluções não aprovadas
E com as mil e uma decisões políticas

A ONU fala,mas ninguém escuta.
A Cruz vermelha aponta
Mas ninguém vê:

Que entre tiros e bombas e argumentos
O povo Sírio acena com a imobilidade
De seus corpos...

A inércia de todos os estados da omissão
E da culpa de todo e qualquer braço cruzado.

Fabiano Silmes

3 comentários:

Poliana disse...

"E da culpa de todo e qualquer braço cruzado. "

Perfeito. Só você para escrever dessa maneira, só você para ser tão preciso.

Um abraço Fabi.

Lu Rosário disse...

Eu gostei muito da metáfora trazido pelos versos
"O povo Sírio acena com a imobilidade
De seus corpos..."

Você é de uma sensibilidade ímpar [Já te falei isso quinhentas e uma vezes, não é?]

Beijos!

José Carlos Brandão disse...

Li com interesse seus posts. Especialmente este - é uma técnica e uma temática que me interessam. Parabéns.