quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Torre de Marfim

Eu vivo na torre de marfim.
A torre são os seus braços,
suas pernas, os seus seios,
o seu corpo alvo todo enfim.

Mas,de repente,fez silêncio
e alguma coisa vil aconteceu...
A paisagem calma se desfez

E do interior da noite escura
vieram homens e incertezas
que derrubaram sem piedade
a triste torre branca sob o luar.

Então,subita e violentamente,
quando percebi o meu destino
eu já estava morto dentro de ti.


Fabiano Silmes

3 comentários:

Lu Rosário disse...

Há sempre beleza em seus poemas, independente do que você venha a manifestar nele.

Beijos.

to0T4L disse...

vivo, morto, vivo, morto, morto, morto, vivo,vivo...
quem nunca brincou qnd criança?
os pesadelos mais agonizantes são
os sonhos que desbotam em nossas mãos.
...vivo, vivo, morto, morto, vivo...
nessa brincadeira infantil tem horas que o vivo ta morto e o morto ta vivo !!!
abs

Poliana disse...

Estou sem palavras. Como posso dizer... Fui capaz de visualizar, seus versos tomaram forma, transmutaram-se em luz e som e fui capaz de vê-los claramente.
Maravilhoso como sempre, profundo e de uma singular delicadeza. Parabéns.
Sim, concordo com a menina, há sempre algo de belo, indiferente do tema.

Um abraço
Poli.