quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Grão

Terra
Semente
E grão
Grãos
De trigo,
Fermento e
Água.
E com Calor
Do fogo
Faz-se o pão.

O pão alimenta o homem que
Saciará a fome secreta da
Terra

Da terra seca brota vida.
Essa vida que já nasce com fome.
Que mesmo assim se faz em esperança
Na mesa discreta das pessoas humildes
Que comem trabalho em vez de pão
Que bebem cansaço em vez de descanso
Que respiram luta em vez de paz.

Ó terra és mãe
Não deixe desamparados teus filhos
Terra sagrada roubada dada
Vendida sem dinheiro
Entregue de mãos amarradas

E mesmo assim a terra
Alimenta o homem
Que alimenta a terra
Onde brota
O grão.


Fabiano Silmes

3 comentários:

Poliana disse...

Fabi, divina poesia. Quanta sensibilidade. Também me entristece muito tudo isso... Muito mesmo.

Fabi, poesia do jeito que só você sabe fazer.

Abraços.

Lu Rosário disse...

Uma poesia diferente das que costuma escrever.. até tive dúvidas de que era sua mesmo, antes de ver seu nome no final da publicação..rsrs.

Mas está divina, você mantem nele uma circularidade e se propõe de um outro modo.

Beijos.

to0T4L disse...

Posso dizer q c trata de um clássico!!!

XD
abs