segunda-feira, janeiro 23, 2012

O êxtase














A poesia me espera nas esquinas,
Em seus trajes sumários...
A bolsa levemente girando.

A vida vem me seduzir na cama,
Graciosa e fagueira com a lebre.

O coração exaltado vai à boca
E entre as alegrias e os medos
De uma virgem a ser deflorada

Excitado, me levanto e vou até ela
- E a penetro como quem goza.


Fabiano Silmes

sábado, janeiro 14, 2012

Cobold faminto


Só, em meio à escuridão
Tendo o instinto como guia
Correndo sem direção
Tudo tornou-se estranho
Todo movimento suspeito
A pouco se preparava para o jantar
Agora a aldeia arde em chamas
E tudo que um dia amou
Agoniza em cinzas frescas

Em poucos instantes
Da noite fez pesadelo
Sonho é que nada fosse realidade
Impossível pensar de forma racional
Sem saber ao menos o que sentir
Sem rumo, sem destino
Apenas um corpo vazio
Um andarilho sem alma

Por enquanto o medo domina a dor
Mas quando o sangue esfriar
Como abandonar as lembranças
Pois viver movido a ódio
É a pior das maldições

Sujo, cansado, ferido, faminto
A beira do abismo
Olha para a cidade no horizonte
É hora de sair das sombras

Que assim seja ... se assim teve que ser
Sabe que a fênix renasce das cinzas
Mas como fazer pra morrer?

7o7al