terça-feira, dezembro 27, 2011

O itinerário regresso

Às vezes levo os meus fantasmas
Para passear dentro da minha cabeça.
Visitamos velhas fotografias, lembranças
E tantas coisas perdidas pela memória

(Infância, lugares e momentos)

Porém, entre os vestígios quase apagados
Caminho com passos lentos pelas ruas
Que seguem sempre em frente..

- quase mil quilômetros do infinito-

E, apesar, de todo cansaço e espinho
Vou errante como se fosse impelido
Pelo vento que sopra às minhas costas

E só, às vezes, quando paro para descansar
É que me lembro que meus fantasmas,
Ainda, estão vivos.


Fabiano Silmes

3 comentários:

Poliana disse...

Lindo demais... Muito sério, muito maduro, muito sensível. Obrigada por compartilhar seu universo.

Abraços.
Poli.
"Sou apaixonado pelo mistério, porque sempre tenho a esperança de desvendá-lo." - Baudelaire

to0T4L disse...

Acho q enquanto alguns fantasmas assustam, outros guiam.

abraços

Welington de Sousa disse...

Os fantasmas existem para nos lembrar que estamos ainda vivos , parabéns ... belo poema ! como sempre inebriante !