terça-feira, dezembro 27, 2011

O itinerário regresso

Às vezes levo os meus fantasmas
Para passear dentro da minha cabeça.
Visitamos velhas fotografias, lembranças
E tantas coisas perdidas pela memória

(Infância, lugares e momentos)

Porém, entre os vestígios quase apagados
Caminho com passos lentos pelas ruas
Que seguem sempre em frente..

- quase mil quilômetros do infinito-

E, apesar, de todo cansaço e espinho
Vou errante como se fosse impelido
Pelo vento que sopra às minhas costas

E só, às vezes, quando paro para descansar
É que me lembro que meus fantasmas,
Ainda, estão vivos.


Fabiano Silmes

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Licença poética

A mosca pousa sobre a página do livro;
Parece querer extrair seiva das palavras.
(Paixão, desencanto, crime e castigo).

Peço desculpas a Dostoievski
E subitamente fecho o livro:

E como num passe de mágica
A mosca passa fazer parte da história.


Fabiano Silmes