segunda-feira, março 21, 2011

A boa e velha atualidade

Terremoto, Tsunami, Acidente nuclear no Japão. (deus deve estar zangado) Presidente americano Em terras tupiniquins (discurso unilateral na manga) Conflitos ideológicos na Líbia Egito livre de ditador comemora Príncipe saudida se antecipa e reza (a velha cartilha de todos os ditadores) Inventam-se novos armamentos O Brasil se antecipa na compra... O povo passa fome em filas de espera (Ó pátria amada, idolatrada, salve! Salve!) Um novo cenário se antepõe ao velho e nada muda: Uma nova guerra,“ motivos nobres”,e outro país para invadir (os generais estão felizes em suas mesas de vidro)... O momento é tenso, a vida é tensa, O Globo corre... Pessoas se desmancham, em lágrimas, nas terras de Alá... (já prevendo as bombas e os assassinatos) Enquanto a noite recai, como um peso, sobre os homens E a esperança se limita em morrer nos destroços (das almas perdidas) Eu, poeta, humildemente, com a minha pena, consagro a luz. Fabiano Silmes

3 comentários:

Mensageiro Obscuro disse...

O tempo passa, a sociedade avança no estilo de vida mas os defeitos da sociedade ainda são os mesmos. Vivemos em um campo minado e a qualquer passo errado podemos ser pulverizados.

to0T4L disse...

E o poeta de forma mágica processa a realidade, transformando a tragédia cotidiana em um quadro de paisagem bucólica, através dos versos que ressoam como um grito de resistência levado pela brisa vespertina.

segue um novo refrão da 288:

"Selvagem em terra de mentiras
sem nome, sem lei, sem alguém
selvagem em terra de mentiras
concreto, correntes, promessas do além"

Lu Rosário disse...

Será que sempre estamos sendo castigados? Será que existe limites para a ação humana? Às vezes penso que estamos, sim, em um campo minado e que tudo reacontece de outra forma e repercute sempre com a mesma intensidade.

Beijos.