quinta-feira, fevereiro 18, 2010





Voo até onde permitem minhas asas
Sou fraco
Reconheço em mim
Muitos limites
Assim me fortaleço
Através do ato de tentar compreender
Com paciência
Meu potencial
E seu desenvolvimento
Tempo afora

Cumpro a parte que me cabe
E talvez
No momento exato que chamastes
Não possa te ajudar
Conseguiria você, então, entender
Minha fraqueza
Terias boa vontade
E respeito
Com meu ponto fraco, escancarado
Espírito e natureza

Pensando, pensei: pensar
Consiste em remoer
Mudar de lugar
E não perder o foco
Abrir mão do linear
Para cercar o domínio
Em sua plenitude
Sem ter que jogar
A atitude
Não são dados ao ar

Vida não calculada
Torna-se jogo de azar
Homens ao mar
Se te abraço
Sem a técnica do nado
Ambos iremos afundar
No fim das contas
Não há blefe contra xeque-mate
O melhor salva-vidas
Não deixe o barco afundar

Um comentário:

fabiano Silmes disse...

Marota e sagaz percepção dos sentidos oriundos da aparente fraqueza do ser...Esse poema tem toda aquela sacação que a vida ensina na base da porrada...só que com uma leveza que faz cair por terra qualquer receio de violência.

Abraços