quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Palavras em meio aos escombros


Às vitimas das bombas Israelense


Tenho lembranças do futuro
Lembranças do que seria
E do que viria ser se fosse...
Tenho em mim toda expectativa nula
De quem sabe o que vai acontecer
Antes que qualquer fato ocorra.
Tenho em mim a saudade de um
Amanhã presente no passado de todos.
Nem ontem e nem hoje e nem depois...
Abro a porta de minha casa lentamente
E a realidade toda me cerca num abraço
Com suas velhas novidades de sempre
Resisto a tudo e reciclo as urgências
E me torno um estranho em meio ao novo.


Fabiano Silmes

3 comentários:

to0T4L disse...

A realidade hoje tem como base alicerces monetários, regados com o sangue de nós mesmos. Mas os ideais de um homem sempre serão livres em seu santuário, sua mente, seus sonhos. Um dia o transcender premiará sua resistência.

abs

Lu Rosário disse...

é uma bonita homenagem e o poema poderia se chamar.. Saudade.

Beijos!

Desengavetados disse...

O novo sempre nos será estranho, talvez esse seja o seu maior encanto, deixemos vir até nós!
Bjos!