quarta-feira, agosto 27, 2008

O que sou por escrito


Em mim há tudo aquilo que me falta.
Sou sempre alheio ao que me torno.
Quando penso estou pleno e disperso.
Sou o que me resta ser em mim e mais.
Como um rio eu corro para o mar além
E sou toda força que me abandona.
O meu peito é uma casa sem portas
E meu riso é sempre jovem e eterno.
Tenho toda a liberdade no que eu sinto
Quando o horizonte guia os meus passos.
Meu pensamento é um reino consentido
E a minha vida inteira é um livro aberto.
Quando ando levo em mim toda a esperança.
Quando permaneço sou todo um porto fechado.
A tristeza não sou eu que acendo e nem apago
Mas minha felicidade sou eu que determino.
O meu coração não tem pátria e nem bandeiras.
Sou eu mesmo e sempre serei em mim apenas
A mesma maneira de forma diferente e igual.
O mais deixo escrito no vento e o resto nos versos.

Fabiano Silmes

5 comentários:

Lu Rosário disse...

"Quando ando levo em mim toda a esperança.
Quando permaneço sou todo um porto fechado.
A tristeza não sou eu que acendo e nem apago
Mas minha felicidade sou eu que determino."

Estes versos, principalmente, são os que mais dizem de vc.

Beijos.

Lu Rosário
www.sempudor.blogs.sapo.pt

f@ disse...

Poema que é quase um retrato de alma... mto bonito tb dever o vento ficar encantado com o que lá escreves
beijinhos das nuvens

to0T41 disse...

Lido.

Abs

O empírico disse...

Somos sonhos e o resto.

Gostei mesmo desse texto...

GUSTO VIBE disse...

Mandou bem meu amigo.
Lembra muito uma letra que fiz.
>>>

Abs...