segunda-feira, julho 21, 2008

Júpiter >< Saturno



A fuga
De mim mesmo
Está cada dia mais difícil
Quase impossível
Deliciar-me com as velhas quimeras
Miragens vão secando
A beira do apartheid
Entre sonho e realidade
Aceno, perdido,
Para a cidade proibida
E seus tesouros em neon
Mas não há resposta
As fantasias parecem mortas
E os homens culpados
Sinto-me enclausurado
Tudo é apenas aposta e retórica

Mergulho de cabeça no absurdo
Para além deste crânio apertado
Ganhar novamente o mundo
Que na palma de minhas mãos
Um dia julguei fora de perigo
Mas o tempo tudo corrói
Não livra mundo nem mãos
Mas mesmo o tempo tem seu vazio
Uma brecha invisível
Que mantém acesa a chama
De um vórtice que pertime perceber
Que Eu não sou apenas eu
Sou aquele que invento
Para matar o tempo
O qual delira a contento
Para viver eternamente
Vestido com a égide da poesia

210total708

sexta-feira, julho 11, 2008

Por um fio

dois pássaros distrídos
no fio de alta tensão
a morte passando por eles.

Fabiano Silmes

quarta-feira, julho 02, 2008

Horas mortas

o relógio sobre a lareira
o tempo esfria as chamas
as horas correm no vento.


Fabiano Silmes