terça-feira, maio 06, 2008

A dor e o Corte

A Rodrigo Santos

Imagens fugidias de tempos vagos.
Brisa leve sobre a face entorpecida.
Do furor eterno recolhido em mim
Amanhece e estremece a dor infinda.

De peito nu e aberto recebo o delírio
A percorrer por todas as minhas veias
Como um deus lasciso e tempestuoso.
Fere-me a lembraça viva e corrosiva

Do vermelho das chagas abertas em flor
Pelos corpos pálidos das tardes violadas.
Oh!Prestito de sombras desencontradas...

Mas não lamenteis pelo meu infortúnio
Pois a lâmina fria que aos meus pulsos fere
Vem furtiva e exata de minhas próprias mãos.

Fabiano Silmes

3 comentários:

F. Reoli disse...

De uma força intensa tuas palavras...e com certa melancolia, como deve ser, a poesia...
Abração

... Lua Paixão disse...

Maravilhoso.

to0t41 disse...

Beleza em lembranças dolorosas, mas ainda é tempo destas lágrimas serem revertidas em alegria ...