terça-feira, maio 22, 2007

Dentro e fora

A fome da forma
A forma da fome

A fome de forma
A forma de fome

O corpo da forma
A forma do corpo

O corpo da fome
A fome do corpo

No vazio do corpo
A fome deforma

A forma do corpo
Em forma de fome.

(Fabiano Silmes/Emanuel de Jesus)

5 comentários:

Lu Rosário disse...

Vocês foram bastante criativos para escrever este poema e brincar com as palavras desta foma tão sensacional.

Adorei.

Beijos.

Ps: A fome deforma quando ela torna-se forte, a boca seca, o estomago grita, as vitaminas e proteínas cessam.
A fome deforma quando o pessimismo chega e algo dentro de você nunca foi saciado.

Quero nunca morrer de fome e sem forma.

F. Reoli disse...

Tinha escrito um poema ha tempos atrás brincando assim com as palavras, acho bárbara essa forma de escrever, repostarei futuramente, amigão...
Abraços

GUSTO VIBE disse...

Todos nós que postamos poderíamos fazer uma brincadeira com as palavras, de tal forma que, cada um postasse um trecho que tenha haver com o tema escolhido. É meio que lembrar da nossa infância, mais ficaria interessante no final.

Ficou show este poema que vocês fizeram Fabiano, bem criativo mesmo.
Morrer deformado, deve de ser horrível, de fome então!!!
Ninguém deseja pra ninguém.
Um abraço! Depois conversamos sobre essa idéia doida...

O empírico disse...

Disforme

to0t41 disse...

Dupla afiada, com fome de formas de arte ...