terça-feira, novembro 21, 2006

Poema de fim de tarde

É tarde...
Lá fora chove...
O frio faz-se
Em foice;
A decepar em dois:
O seco e o úmido.
Lá fora chove...Implacávelmente
Uma seca chuva de estação.
Humanizo-me com as gotas,
Quando uma à uma caem
Transparentes e puras
E se perdem pelo chão.
Assim passam às tardes
De minha vida...Uma à uma,
Até que eu também
Me deite e me perca neste mesmo chão,
Onde por fim repousam todas as tempestades,
Que o Sol cobre com a sua luz
E o tempo com o seu esquecimento.
É tarde...E eu não sinto mais a chuva dentro de mim.


Fabiano Silmes

3 comentários:

ToOt41 disse...

Tbm viajo na chuva, olhando o campo pela janela...

abs

Rebeca dos Anjos disse...

A chuva, pra mim, é sinônimo de purificação. Quando chove muito eu sinto medo, mas por incrível que pareça, sinto tb uma paz muito grande!

Gostei dessa coisa das gotas caindo e descansando no chão. O bonito é que elas descansam de forma útil, equilibrando a natureza, permitindo que o mundo continue a existir. Cada uma dessas gotas fazem isso. Que nem a gente!

Beijos!

O empírico disse...

Foi em chuva que morreu...

E foi em planta que nasceu...

Não, nem seria o contrário