quarta-feira, setembro 06, 2006

Nada de festa

A festa parecia ser diferente de todas as outras,dada naquele lugar decorado com cores hipnóticas.
Começando pelo motivo nada comum;O dia internacional do nada,a essa festa incomum deram o nome de cerebração do nada.
Muitos indagavam o porque do nome desa estranha celebração,e logo vinha um com a resposta na ponta da língua,facil diziam:_por que nada é nada,se existe o nada é porque existe alguma coisa.
Foi então que carlos um sujeito que até poderia se passar por sério se permanecesse calado,viu uma pequena e logo pensou,batata essa já está no papo.
Cercada por todos os lados a moça sorria constrangida diante a enxurrada de elogios e galanteios.
A casa repleta de convidados,que parecia ser o pedestal a qual sustentava a beleza pálida da pequena mais cobiçada da festa.
Carlos encheu o pulmão de ar e foi falar com aquela pérola que se fazia em colírio para os olhos sendento daquele pobre rapaz.
Ao declarar seus sentimentos de amor;Ela logo disse:_Você até que é legal, mas te achei feio,por favor não se ofenda,mas até lembrei dos clássicos de terror quando te vi,quero apenas sua amizade.
Depois daquela noite acharam o corpo de carlos enforcado em uma velha árvore no quintal.
O delegado designado para a investigação concluiu o caso,dando-o como mais um alto crime passional.
A pequena talvez já tenha até se casado e o pobre carlos foi adormecer com as frores na fria lousa.
Oh pobre carlos nunca soube que aquela menina chamava-se Rosa.


Fabiano Silmes

4 comentários:

Vortex Project disse...

Nunca soube que se chamava Rosa, mas seus espinhos naum passaram desapercebidos.

Viagem essa cronica.

Abs.

t0t4l

Rebeca dos Anjos disse...

Essas desilusões quase sempre resultam numa expressão artística!

O empírico disse...

Morreu suicidade em um dia especial de celebração do nada...

Eduardo disse...

hummm....

Impessoalidade, e coração frio.

O racionalismo humano deve andar de mãos dadas com as emoções, sem esse equilíbrio nos tornamos mecânicos.

Talvez a opinião dela fosse coerente com a realidade, logo ela só tinha a oferecer algo q ele não desejava.