sábado, setembro 30, 2006

Encontros & desencontros

Um dia desses,tomei coragem e marquei um encontro com uma mulher,interessantíssima,que já algum tempo vinha mantendo contato pelo MSN.
Havia em mim,aquela ansiedade natural de quem quer agradar,ou melhor,acertar no primeiro encontro;Pois afinal é como se diz no ditado popular:A primeira impressão é a que fica.Não que eu dê muita credibilidade a certos ditos,mas resolvi não arriscar;Se é de impressões que as pessoas vivem,não custa nada atende-las de vez enquando...Lesivo engano o meu...As roupas custaram-me os olhos da cara,as reservas do restaurante,uma facada só.Mas me faltava ainda o meio de transporte,pois o meu carro estava na oficina,e nessa altura do campeonato não pegaria nada bem chegar de ônibus.Nada contra os ônibus,mas eu só queria oferecer uma comodidade a ela que,infelizmente não é possível encontrar em um ônibus.
Pensei em alugar um carro,mas logo desisti da idéia,quando vi a tabela de preços do aluguel.
Já estava me batendo a maior deprê quando me lembrei de um amigo que mora próximo ao meu apê.Não custava nada tentar.E pra minha sorte, depois de uma série de cuidados que eu deveria ter em relação ao seu veículo,ele me emprestou o seu estimado carro,com a condição que eu o entregasse antes das nove horas da manhã.
Como bom brasileiro que sou,tudo estava resolvido em cima da hora,faltava uns vinte minutos para finalmente, conhecer Lígia ou melhor:amor_emsilencio,que era o nome que,ela usava em seu MSN.
Certamente vocês iram concordar comigo que,há sobre este psodônimo uma sensualidade sonora levíssima que nos desata até os nós da imaginação.
A noite estava linda...A boemia carioca ainda respirava e se refazia do debate presidencial que ocorrera na noite anterior. Não posso dizer que foi exatamente um debate,melhor seria dizer:A encenação de um debate...
O engraçado de tudo era eu,ao volante daquele carro,buscando mentalmente certas comparações sobre os pontos em comum,entre o debate presidencial e o primeiro encontro.
Naquele veloz momento, solitariamente acompanhado por outros carros, via claramente:A expectativa do convencimento,os discursos milimetricamente projetados,tudo e mais um pouco programado para dimensionar uma idéia.
Há nos debate políticos e nos primeiros encontros,toda uma santa e imaculada programação;tudo é devidamente pensado e repensado e pensado de novo;Gestos,palavras,olhares...
Só que as vezes,assim como nos primeiros encontros;Nos debates também ocorrem certos imprevistos.Como no debate de quinta-feira, aonde um dos candidatos que seria ali analizado,sob a ótica da ética democrática faltar.E os arsenais de perguntas morrerem nas gargantas como bombas que não causaram os efeitos desejados...
Mas retornando ao meu primeiro encontro com Lídia;Ela foi...Realmente linda e bela como a foto que ilustrava o seu MSN. Só hávia um imprevisto...Que de longe passaria despercebido.Descobriria ali porque ela usava o nome Amor_emsilencio.Ela era surda e muda.Desfeito do meu desejo de ouvir sua voz murmurar meu nome e longe dos pequenos imprevistos da política; Voltei para o meu apartamento e dormi com o silêncio.


Fabiano Silmes

quarta-feira, setembro 06, 2006

Nada de festa

A festa parecia ser diferente de todas as outras,dada naquele lugar decorado com cores hipnóticas.
Começando pelo motivo nada comum;O dia internacional do nada,a essa festa incomum deram o nome de cerebração do nada.
Muitos indagavam o porque do nome desa estranha celebração,e logo vinha um com a resposta na ponta da língua,facil diziam:_por que nada é nada,se existe o nada é porque existe alguma coisa.
Foi então que carlos um sujeito que até poderia se passar por sério se permanecesse calado,viu uma pequena e logo pensou,batata essa já está no papo.
Cercada por todos os lados a moça sorria constrangida diante a enxurrada de elogios e galanteios.
A casa repleta de convidados,que parecia ser o pedestal a qual sustentava a beleza pálida da pequena mais cobiçada da festa.
Carlos encheu o pulmão de ar e foi falar com aquela pérola que se fazia em colírio para os olhos sendento daquele pobre rapaz.
Ao declarar seus sentimentos de amor;Ela logo disse:_Você até que é legal, mas te achei feio,por favor não se ofenda,mas até lembrei dos clássicos de terror quando te vi,quero apenas sua amizade.
Depois daquela noite acharam o corpo de carlos enforcado em uma velha árvore no quintal.
O delegado designado para a investigação concluiu o caso,dando-o como mais um alto crime passional.
A pequena talvez já tenha até se casado e o pobre carlos foi adormecer com as frores na fria lousa.
Oh pobre carlos nunca soube que aquela menina chamava-se Rosa.


Fabiano Silmes