sábado, junho 17, 2006

Flores de São Miguel

Estas são flores,
Suas pétalas, cores...
São dores...convertidas
Em um grito silêncioso e branco
como o pranto dos mortos,
Que murmuram como o vento
Em uma tarde de maio,
para dizerem em silêncio de palavras,
Que a força e a beleza da vida
Haverão de murchar e morrer com o tempo;
Assim como as flores
Que secam inutilmente sobre os túmulos
Do cemitério São Miguel.

Fabiano Silmes

Um comentário:

maieiros disse...

o poeta aqui chora suas lágrimas inconformadas com o efêmero da passagem humana sobre a Terra. A inutilidade de se habitar o terreno arenoso e frágil da memória, pra onde os mortos vão.
Uma passagem cruel, pelo "simples" fato de ser uma passagem apenas...