Terra
Semente
E grão
Grãos
De trigo,
Fermento e
Água.
E com Calor
Do fogo
Faz-se o pão.
O pão alimenta o homem que
Saciará a fome secreta da
Terra
Da terra seca brota vida.
Essa vida que já nasce com fome.
Que mesmo assim se faz em esperança
Na mesa discreta das pessoas humildes
Que comem trabalho em vez de pão
Que bebem cansaço em vez de descanso
Que respiram luta em vez de paz.
Ó terra és mãe
Não deixe desamparados teus filhos
Terra sagrada roubada dada
Vendida sem dinheiro
Entregue de mãos amarradas
E mesmo assim a terra
Alimenta o homem
Que alimenta a terra
Onde brota
O grão.
Fabiano Silmes
Quinta-feira, Fevereiro 09, 2012
Segunda-feira, Janeiro 23, 2012
O êxtase

A poesia me espera nas esquinas,
Em seus trajes sumários...
A bolsa levemente girando.
A vida vem me seduzir na cama,
Graciosa e fagueira com a lebre.
O coração exaltado vai à boca
E entre as alegrias e os medos
De uma virgem a ser deflorada
Excitado, me levanto e vou até ela
- E a penetro como quem goza.
Fabiano Silmes
Sábado, Janeiro 14, 2012
Cobold faminto
Só, em meio à escuridão
Tendo o instinto como guia
Correndo sem direção
Tudo tornou-se estranho
Todo movimento suspeito
A pouco se preparava para o jantar
Agora a aldeia arde em chamas
E tudo que um dia amou
Agoniza em cinzas frescas
Em poucos instantes
Da noite fez pesadelo
Sonho é que nada fosse realidade
Impossível pensar de forma racional
Sem saber ao menos o que sentir
Sem rumo, sem destino
Apenas um corpo vazio
Um andarilho sem alma
Por enquanto o medo domina a dor
Mas quando o sangue esfriar
Como abandonar as lembranças
Pois viver movido a ódio
É a pior das maldições
Sujo, cansado, ferido, faminto
A beira do abismo
Olha para a cidade no horizonte
É hora de sair das sombras
Que assim seja ... se assim teve que ser
Sabe que a fênix renasce das cinzas
Mas como fazer pra morrer?
7o7al
Terça-feira, Dezembro 27, 2011
O itinerário regresso
Às vezes levo os meus fantasmas
Para passear dentro da minha cabeça.
Visitamos velhas fotografias, lembranças
E tantas coisas perdidas pela memória
(Infância, lugares e momentos)
Porém, entre os vestígios quase apagados
Caminho com passos lentos pelas ruas
Que seguem sempre em frente..
- quase mil quilômetros do infinito-
E, apesar, de todo cansaço e espinho
Vou errante como se fosse impelido
Pelo vento que sopra às minhas costas
E só, às vezes, quando paro para descansar
É que me lembro que meus fantasmas,
Ainda, estão vivos.
Fabiano Silmes
Para passear dentro da minha cabeça.
Visitamos velhas fotografias, lembranças
E tantas coisas perdidas pela memória
(Infância, lugares e momentos)
Porém, entre os vestígios quase apagados
Caminho com passos lentos pelas ruas
Que seguem sempre em frente..
- quase mil quilômetros do infinito-
E, apesar, de todo cansaço e espinho
Vou errante como se fosse impelido
Pelo vento que sopra às minhas costas
E só, às vezes, quando paro para descansar
É que me lembro que meus fantasmas,
Ainda, estão vivos.
Fabiano Silmes
Sexta-feira, Dezembro 09, 2011
Licença poética
A mosca pousa sobre a página do livro;
Parece querer extrair seiva das palavras.
(Paixão, desencanto, crime e castigo).
Peço desculpas a Dostoievski
E subitamente fecho o livro:
E como num passe de mágica
A mosca passa fazer parte da história.
Fabiano Silmes
Parece querer extrair seiva das palavras.
(Paixão, desencanto, crime e castigo).
Peço desculpas a Dostoievski
E subitamente fecho o livro:
E como num passe de mágica
A mosca passa fazer parte da história.
Fabiano Silmes
Quinta-feira, Novembro 24, 2011
Poema de despedida
Disfarça amor
Amor disfarça
Finge outra coisa
Menos dor
Vai logo põe riso
Nessa face
Finge que nada
Mudou
Disfarça a mágoa
Pinte o sete
Mas não se esqueça
Do que restou
Disfarça esse coração
Quebrado
Amor disfarça
Finge que não foi você
Que quebrou
Amor disfarça
Eu vou sair para ser feliz
Quem sabe até um dia
Eu volte só para te dizer
O que se passa.
Mas por enquanto amor
Disfarça.
Fabiano Silmes
Amor disfarça
Finge outra coisa
Menos dor
Vai logo põe riso
Nessa face
Finge que nada
Mudou
Disfarça a mágoa
Pinte o sete
Mas não se esqueça
Do que restou
Disfarça esse coração
Quebrado
Amor disfarça
Finge que não foi você
Que quebrou
Amor disfarça
Eu vou sair para ser feliz
Quem sabe até um dia
Eu volte só para te dizer
O que se passa.
Mas por enquanto amor
Disfarça.
Fabiano Silmes
Sexta-feira, Novembro 18, 2011
Amy
A voz de veludo
O tom perfeito
A mansa transição
Entre os espaços
Complexos do ser
Jaz aprisionada
Definitivamente
No interior da boca
Da cantora morta e
Enterrada
Sob o silêncio das flores.
Fabiano Silmes
O tom perfeito
A mansa transição
Entre os espaços
Complexos do ser
Jaz aprisionada
Definitivamente
No interior da boca
Da cantora morta e
Enterrada
Sob o silêncio das flores.
Fabiano Silmes
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